sábado, 28 de junho de 2014

Se paz a mais doce me deres gozar... A história!!!


 Por trás desse conhecido hino cristão há uma história comovente.
“Se paz a mais doce me deres gozar...”. Seu texto foi escrito por um homem de Chicago, chamado Horatio Spaf­ford. Ele era um advogado bem-sucedido até que o grande incêndio devastou Chica
go. Para essa cidade a catástrofe do fogo representou o mesmo que a queda das Torres Gêmeas para Nova Iorque, apesar de ter tido causa natural e não ter sido provocada por terroristas. O escritório de advocacia de Spafford também sucumbiu às chamas. Nos dois anos seguintes, outros investimentos de Spafford deram errado e sua riqueza pessoal acabou.

Spafford havia prometido à sua família uma viagem à Europa. Mandou que sua esposa e suas quatro filhas viajassem enquanto ele tentava salvar alguns de seus investimentos. No dia em que o navio delas zarpou de Nova Iorque, o negócio que queria fechar não deu certo. Ele poderia ter viajado com elas, mas naquele momento não sabia disso. O Ville du Havre, navio em que viajava sua família, foi abalroado por outro navio no Oceano Atlântico e afundou em doze minutos. A senhora Spafford correu ao convés com suas filhas, mas enquanto o navio afundava as crianças foram arrancadas de seus braços e se afogaram. Ela perdeu a consciência e acordou em um barco de salvamento. Foi uma das poucas resgatadas das águas geladas. Quando o navio de socorro chegou à Europa, ela enviou ao seu marido um telegrama em que descrevia a tragédia com duas palavras muito expressivas: “Salva sozinha”.

Compare os problemas que você enfrenta com os de Horatio Spaf­ford. Seus prejuízos financeiros não eram nada se comparados à sensação de perda que deve ter sentido quando ficou sabendo da morte de suas filhas. Spafford foi imediatamente a Nova Iorque e tomou o primeiro navio para encontrar sua esposa. Certa noite, o capitão dirigiu-se a ele e disse que se encontravam perto do local onde o “Ville” naufragara. Como você teria reagido no meio de tanta dor? A reação de Horatio Spafford foi realmente admirável, e duas fontes históricas preservaram o registro do que se passou em seu coração nesse momento.

Em uma carta a sua irmã Rachel, ele descreveu seus sentimentos:

Na quinta-feira passamos perto do local onde (o navio) naufragou: no meio do oceano, a água tem 3 milhas de profundidade. Mas quando penso nas nossas pequenas queridas, não as vejo ali. Elas estão seguras e abrigadas, as queridas ovelhinhas, e em breve também estaremos lá. Nesse meio tempo, graças a Deus, temos a oportunidade de louvá-lO e de agradecer por Seu amor e Sua misericórdia por nós e pelos que amamos. “Eu O louvarei enquanto viver”. Que todos nos ergamos, deixando tudo e seguindo-O.

A mim impressiona sua profunda fé. A reação de Horatio Spafford também está descrita em um hino escrito nessa época. Na parede de meu escritório tenho uma cópia litográfica desse poema. A melodia que o acompanha foi composta mais tarde (por Philip Bliss). O texto foi escrito em papel de carta do hotel Brevoort House. Infelizmente, esse prédio não existe mais. Há marcas de dobras na folha, pelo visto muito manuseada e manipulada, pois as marcas aparecem nitidamente tanto na cópia litográfica como no original, exposto no American Colony Hotel em Jerusalém (Spaf­ford foi um dos fundadores da American Colony). As palavras da primeira estrofe são encontradas em nossos hinários quase exatamente como foram escritas:

Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte eu sofrer,
Oh! seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!


 Ao recebê-lo, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos;
e eles cantavam um cântico novo: "Tu és digno de recebe
r o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.
Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra".
Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos,
e cantavam em alta voz: "Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor! "
Depois ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: "Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre! "
Os quatro seres viventes disseram: "Amém", e os anciãos prostraram-se e o adoraram.

Apocalipse 5:8-14

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